O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou procedimento administrativo para monitorar as condições de funcionamento das patinetes elétricas em Belo Horizonte, visando garantir a segurança dos usuários e evitar problemas de circulação em calçadas. O serviço começou a operar na capital mineira no dia 18 de março com 1,5 mil equipamentos distribuídos nas regiões Centro-Sul e Oeste.
De acordo com a promotoria, a finalidade da representação do órgão não se baseia em denúncias ou irregularidades. O objetivo é averiguar com a prefeitura se o sistema é seguro tanto para os usuários quanto para os pedestres.
A Prefeitura tem 60 dias para apresentar detalhes ao MP, como contratos e relatórios de segurança.
Patinetes vandalizadas
Pouco tempo após a reintrodução do serviço, diversas patinetes já apresentam sinais de destruição. O alvo principal dos criminosos são as baterias, que têm sido furtadas, deixando os equipamentos inutilizados.
No bairro Lagoinha, na região Nordeste, foram localizados ao menos cinco equipamentos abandonados e sem as baterias, evidenciando a ação de depredação em áreas onde o uso não é permitido.
Equipamentos “abandonados”
Nas calçadas de BH, há flagrantes de patinetes deixadas sobre bueiros, tampas da rede subterrânea de serviços e piso tátil, essencial para a orientação e segurança de pessoas com deficiência visual. As armadilhas capazes de prejudicar a mobilidade urbana e a acessibilidade despertam queixas de pedestres e motoristas da capital.
Um vídeo gravado pelo influencer Eduardo Piastrelli mostra três patinetes abandonadas na mesma região: uma sobre o viaduto Helena Greco (antigo Elevado Castelo Branco) e as outras duas às margens da via, no bairro Carlos Prates, na região Noroeste.