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DINHEIRO OU FUTURO? O FUTEBOL AMADOR PRECISA COMEÇAR A OLHAR PARA A FORMAÇÃO
Por Administrador
Publicado em 24/09/2026 06:39
Esporte

 

Até quando o futebol amador vai medir sua força apenas pelo tamanho das cifras gastas na montagem de grandes times?

 

Essa é uma pergunta que precisa entrar no debate.

 

Contratar jogadores conhecidos, montar elencos competitivos e investir valores elevados pode trazer resultados imediatos. Mas será que esse é o único caminho para construir um projeto esportivo sustentável?

Por que não começar a olhar com mais atenção para as categorias Sub-23 e para jovens jogadores que ainda estão buscando espaço no futebol?

 

Um clube ou projeto esportivo poderia montar equipes de desenvolvimento, identificar talentos, oferecer estrutura e criar parcerias para que esses atletas tenham oportunidade de crescer. Em vez de simplesmente contratar jogadores já conhecidos, também seria possível investir em quem pode se tornar conhecido no futuro.

 

A lógica seria diferente: menos aposta exclusivamente no nome e mais investimento no desenvolvimento.

 

O futebol amador pode continuar tendo sua essência, sua paixão e sua competitividade. Mas a gestão não precisa ser amadora.

 

É possível profissionalizar planejamento, contratos, categorias de base, preparação física, acompanhamento dos atletas, comunicação, captação de recursos e formação de parceiros.

 

E existe outra questão importante: quem ganha dinheiro com o futebol precisa começar a pensar também na construção de patrimônio esportivo.

 

Um jogador jovem bem trabalhado pode representar uma oportunidade esportiva e financeira para o clube, para o atleta e para seus parceiros — desde que tudo seja feito dentro das regras, com contratos claros e respeito aos direitos dos jogadores.

 

A pergunta que fica para clubes, dirigentes e investidores é:

 

Será que chegou a hora de parar de pensar apenas no time que pode ganhar hoje e começar a construir o time que poderá fazer história amanhã?

O futebol amador tem talento. Tem público. Tem paixão.

 

Talvez o próximo passo seja transformar essa paixão em projeto, planejamento e formação de atletas.

 

Futebol pode ser amador dentro de campo. A gestão, não.

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